Eis aqui a grande invenção da internet! A inimaginável fusão do boteco, ponto de discussões filosóficas e nascedouro das soluções para todos os problemas políticos, econômicos e sociais do mundo, com o hospício, furna da mais pura sinceridade, livre das convenções, amarras e obrigações sociais. Coerências ou devaneios, tudo vale. Tudo é possível. Portanto, seja bem-vindo! Entre, sente, tire a camisa de força e tome mais um gole, sem pressa para pedir a saideira.

terça-feira, julho 29, 2008

Acredite se quiser... (Parte 3)
























E ainda não realiza o exame de próstata a laser???

Acredite se quiser... (Parte 2)


















Dizem que esse cara tentou tirar o time do Bahia do buraco, mas falhou na missão.

Acredite se quiser... (Parte 1)


















Peraí... Deus esfaqueou o cara ou o quê?

terça-feira, julho 15, 2008

Canal de saída. Entrada NEVER!

Exame de toque: a um passo de se tornar pré-histórico

A capacidade criativa do brasileiro se agiganta na adversidade e taí a efervescência cultural dos anos de chumbo que não me deixa mentir. É só se sentir ameaçado, acuado, que o brasileiro dá logo jeitinho de bolar uma escapatória, e por mais dificultoso que seja o nó, desata e ainda segue fazendo graça da desgraça que lhe acometeu. Mas o curioso é que, nessa brincadeira, estamos a um passo de emplacar duas, entre as três maiores invenções da humanidade.

Do sofrimento nasceu no Brasil, por volta de 1500, a grande criação da raça humana em toda a sua existência: o vatapá. Acorrentados nas senzalas e cansados de comer as espinhas e cabeças de peixe, os escravos aqui trazidos deram um jeito de acrescentar farinha de mandioca às sobras insossas dos banquetes da Casa Grande e prepararam um verdadeiro e delicioso argamassa, capaz de dar sustância para a labuta na lavoura.

A segunda maior invenção da humanidade não é nossa, sou obrigado a admitir. Criada ainda na idade da pedra, a roda está em todos os lugares, em todos os veículos, em todas as engrenagens, em todos os relógios, e até poderia ser o exemplo máximo da criatividade humana. Se tivesse o sabor do vatapá, é claro.

Já a terceira maior criação do homem ainda está por vir e será brasileira, com certeza. Cientistas de uma universidade em São José dos Campos, São Paulo, já trabalham na milagrosa tecnologia do exame de próstata a laser. Começam, aos poucos, a devolver o sono de muito macho como eu, que apesar dos 29 anos já não consigo conviver com a possibilidade de, em 15 anos mais, precisar ser deflorado pelo dedão invasivo de um proctologista.

A natureza é engraçada, viu. A próstata, glândula que produz e armazena o líquido seminal e coloca o homem na respeitada posição de potente procriador da sua espécie, é a mesma próstata que o obriga a aderir à posição em que “Napoleão perdeu a guerra” e apontar o seu canal de saída (entrada never!) na direção de outro macho... Quem vai se sujeitar a isso, eu? De jeito nenhum! Dane-se o Napoleão! Prefiro encarnar o Dom Pedro às margens do Rio Sergipe, fazendo valer o poder da minha ‘espada’ e aos brados de “EXAME A LASER OU MORTEEEEEEEEE!”.

Para mim, exame de próstata é o fim e macho que é macho não se sujeita nem a fio-terra de mulher, imagina a um homem tocando à sua região intocável?... AONDE, PAI! Não é a toa que três, em cada dez brasileiros com idade acima dos 45 anos, não fazem os exames preventivos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia.

No final do ano passado, o deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), muito provavelmente após sair satisfeito do consultório do seu proctologista, teve a brilhante idéia de apresentar um projeto de lei que torna o exame de próstata obrigatório para os trabalhadores a partir dos 40 anos. Era só o que me faltava, neguinho com o emprego na guilhotina e sendo empurrado para a fila da dedada por exigência da Justiça do Trabalho, como se os impostos e o salário mínimo já não fossem um toque retal e diário no trabalhador brasileiro. Já pensou?

Bom, mas o que importa é que, entre mortos e doloridos, a inventividade do nosso povo pode deixar este pesadelo com os seus dias contados. Dois anos, mais precisamente, caso os experimentos dos cientistas de São José dos Campos dêem o resultado esperado. Se não derem, paciência. Daqui a 15 anos estarei eu, com muito orgulho, engordando os índices dos machos brasileiros que não se submetem ao exame do toque.

E pode me chamar de ignorante quem quiser. Eu sei que o exame de toque previne o câncer de próstata, segundo tipo mais comum entre os homens, e que cerca de 400 mil brasileiros devem ser atingidos pela doença somente este ano. Ainda assim, prefiro morrer ignorante e intacto. Como se diz lá no Silva Jardim, em Alagoinhas, aqui é canal de saída, pade. Entrada jamais!
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Sugestão de pauta: Guto Rego. Quem tem rego, tem medo né?

segunda-feira, julho 07, 2008

Causos de Alagoinhas


Zé Canudinho e seu radinho de pilha

* Roberto Müller

Zé Canudinho ouve do compadre as recomendações. Com as severas regras da Confederação Brasileira de Futebol, ficou proibida a venda de qualquer bebida que contenha álcool nos estádios.

– E agora compadre? Que é que a gente faz? Assistir a um joguinho de futebol sem tomar uma não dá! Se levar escondido e a polícia pegar, nós tamo em cana. Temos que dar um jeito.
– Você fica do lado de fora eu jogo um cordão, amarra e durante o jogo eu vou tomando as minhas.
– Não dá certo, você bebe, assiste ao jogo e eu fico do lado de fora. Já sei! Você tem rádio portátil?
– Tenho.
– Vamos encher os radinhos de cana e tomar todas, ninguém vai descobrir. A gente tira o miolo do rádio, reveste com material daquelas caixinhas de leite do supermercado, do buraco donde sai a antena a gente chupa e a policia não vai ver.

E foi o que fizeram. Beberam todas. Depois do jogo um curioso pergunta:
– Vocês agora deram para chupar até rádio?

E Zé Canudinho responde:
– O jogo tava tão bom que além de chupar quase eu como o danado do rádio.

terça-feira, julho 01, 2008

Presidente-bebum-traumatizado (enfim, uma explicação para a Lei Seca)

Como um presidente aguarino pode assinar a Lei Seca em uma nação de tantos companheiros pinguços?

Foram muitas horas de sono perdido, de pestanas gastas. Vasculhei a filosofia, a sociologia, a psicologia e a história. Escarafunchei Freud, devastei Karl Marx, revisitei Sócrates, Aristóteles, Platão e Foucault. Tamanho desespero, cheguei até a ligar para o Fala que Eu te Escuto. Enfim, encontrei a resposta para a minha dúvida cruel. E a resposta, meus caros, vem do próprio presidente Luis Inácio, alicerçada, quem diria, em um simples ditado popular. Eis o primeiro livro do presidente Lula para justificar, a Zeca Pagodinho e toda uma nação cachaceira, a assinatura tal da Lei Seca.

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Nada a ver com cachaça, senhor presidente. Vivo bêbado e nem por isso sofro desse tipo de ameaça. No mínimo, este é o risco de quem se coliga a qualquer um.