Eis aqui a grande invenção da internet! A inimaginável fusão do boteco, ponto de discussões filosóficas e nascedouro das soluções para todos os problemas políticos, econômicos e sociais do mundo, com o hospício, furna da mais pura sinceridade, livre das convenções, amarras e obrigações sociais. Coerências ou devaneios, tudo vale. Tudo é possível. Portanto, seja bem-vindo! Entre, sente, tire a camisa de força e tome mais um gole, sem pressa para pedir a saideira.

segunda-feira, outubro 27, 2008

A alma do futebol

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Reportagem: Álvaro Müller e Débora Andrade.

Imagens: Admilson Souza

Produção: Andreza Mota e Débora Andrade

Edição de Imagens: Álvaro Müller.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Cidade de barro, jornalismo concreto

Sabe aquela altivez de quem faz uma boa comida a partir das sobras? De quem vence o prêmio da Fórmula 1 na munheca, sem estar a bordo de uma McLaren ou uma Ferrari? Pois então, acrescente a esse orgulho sem tamanho uma sensação de liberdade criativa e você já sabe o que é fazer TV pública.

Nada de ‘chefs’ se vangloriando pelo banquete com tempero pronto. Nada de Playmobil formatado para os mesmos movimentos. Nada de raciocínio padrão. Na corrida da TV pública não há amarras, amigo. O piloto ainda vale bem mais do que a máquina.

E por falar em piloto, lá fomos eu, o jornalista Anderson Ribeiro e o editor de imagens Genisson Silva para Santana do São Francisco, a antiga ‘Carrapicho’, capital brasileira do artesanato. Uma cidade que vive do barro e cheia de histórias para contar.

Partimos com a cara, a coragem, com a grana do próprio bolso – as diárias só foram liberadas após a viagem – e com uma tal de ‘PD’, a pior câmera da redação, condenada por nossos cinegrafistas. Coisa de quem acredita na pauta.

Nem entrevistado, nem horário, nem local específico. Nada agendado. Eu e o Ribeiro, atuais editores de texto da televisão, saímos para rememorar os tempos de repórter. De vez em quando é bom esticar as pernas, fazer o sangue circular. Genisson, o popular “Cabeção” ou “Lápis com Borracha”, doido para mostrar o seu talento de cinegrafista – até então, jamais havia saído da ilha de edição, pelo menos, nesta emissora.

“Você está indo sem a minha autorização”, bradou o chefe do Genisson, temeroso. Ele temia, mas nós não. Parecíamos antever o resultado: duas reportagens especiais, a primeira sobre os artesãos de Carrapicho – que está gerando um programa piloto de reportagem de meia-hora – e a segunda, ainda a ser editada, sobre lavadeiras. E o mais legal de tudo é que não tem repórter passado e engomado, nem qualquer voz didática explicando o que acontece em Santana do São Francisco. Para nós, a história contada por aqueles que a fazem vale muito mais. É o tal jornalismo sem maquiagem.

Por hora, compilamos o material sobre o trabalho com o barro para a TV Brasil e que exibo logo aí abaixo. Pena não termos tido condições de usar o boom, aquele microfone que capta o som ambiente sem precisar ninguém cansar o braço ou borrar cenários com os tradicionais microfones ‘picolés’. Éramos eu, Anderson, Genisson e a pior câmera da emissora. Ainda assim, gostei muito do resultado.

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quinta-feira, outubro 09, 2008

Em suma...



"O passado tenebroso de torturas, mutilações e assassinatos cometidos em nome da fé, o apoio a nazistas e ditadores vários e a cumplicidade com a propagação da AIDS em regiões carentes desqualificam o discurso 'pró-vida' das igrejas".

Trecho de Aborto e Estado laico, artigo do historiador e escritor Guilherme Scalzilli na Revista Caros Amigos, edição de outubro/2008.

terça-feira, outubro 07, 2008

Fui citado injustamente!

Sou leitor assíduo da coluna do professor André Ramos no site Notícias de Sergipe. André é um desses caras que, apesar de não serem jornalistas de formação, vivem, pensam e agem jornalisticamente. Exatamente por isso, há cerca de um ano encontra tempo pra escrever sobre assuntos diversos - e voluntariamente -, ainda que às voltas com as obrigações de quem coordena o mestrado em Engenharia de Processos da universidade em que tanto ele quanto eu trabalhamos.

Pois bem. Esta semana tive acesso à 50ª coluna do André Ramos. O texto, espécie de mapeamento genético do jornalismo que corre nas veias deste professor-repórter, retrata a influência do seu pai, um advogado carioca aficcionado pelo Vasco da Gama e que chegou a viajar para a Escócia como representante da imprensa brasileira em um Mundial Sub-20. Tudo sem receber um tostão.

Em meio a uma história tão bacana e a uma habilidade textual capaz de nos reportar às transmissões de futebol "ao vivo" para Sergipe, nas quais o André fazia a voz da torcida no estádio, ainda não entendo porque o meu nome apareceu lá. Decerto, como mero repórter esforçado que sou, não mereço a referência feita pelo professor. Ainda assim, acredito que os leitores do botecospicio, estes sim, merecem ler a coluna deste jornalista de virtude. O que justifica este post.