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O governador tuiteiro

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Sábio o governador Marcelo Déda. Candidato à reeleição em Sergipe, aproveita o período de campanha para marcar presença forte no twitter. Astuto que só ele, pouco fala sobre política e muito menos se indispõe com oposicionistas. Ao contrário do que faz a maioria dos parlamentares ou postulantes, Déda aproveita a mais badalada ferramenta das redes sociais para expressar sentimentos, sensações, desejos comuns aos cidadãos mais simples. Aproxima-se ainda mais de eleitores de carteirinha e cativa novos eleitores. “Ontem resolvi matar a saudade da pipoca de S. Dias durante a procissão. Fui com tanto gosto que quebrei o dente e tô rindo de banda...Rsrsrs”; “À tarde irei pedir socorro ao Dr. Déda, meu primo e dentista dos bons! O problema é que ele me sacaneia e fica testando meu medo do motor...”; “Bom vou, almoçar. O pessoal aqui de casa tá reclamando que eu tiro o horário do almoço pra tuitar e a comida esfria! Até logo!”. Este é o tom das mensagens de Marcelo Déda, ou melhor, de @Marc...

Opressão da pedagogia

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Educadores infantis são desvalorizados dentro e fora das escolas particulares de Sergipe “Qual é a sensação de se sentir tão desvalorizada?”. A pedagoga ouve atentamente à pergunta; ergue ligeiramente um olhar confuso e distante de quem busca a explicação menos dolorosa; embaraça e desembaraça os dedos das mãos, no afã de acomodar o desgosto. E desabafa. “É desconfortável demais, principalmente porque sei que sou uma boa profissional. Se não o fosse, não estaria na mesma empresa há tanto tempo”. A pedagoga não é da rede pública. Ao contrário, trabalha há cerca de dez anos em uma das mais conceituadas e caras escolas particulares da capital. É professora da educação infantil e dedica oito horas diárias da sua vida a ensinar crianças com idades entre 1 ano e 8 meses e 5 anos. Por tudo isso, recebe um salário-base indigno para qualquer profissão, sobretudo a de educador, formadora de todas as outras: quinhentos e poucos reais, equivalentes – que ironia – à mensalidade de um só aluno. ...

Nem todo soco no Santa Maria é violência

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Foto: Portal Infonet A comunidade do bairro Santa Maria, um dos mais violentos de Aracaju, ganhou através do esporte a oportunidade de enxergar-se de uma forma bem diferente da que costuma esquentar os noticiários policiais. É do Santa Maria a atleta sergipana de maior expressão na atualidade. Aos 17 anos, a pugilista Mirele Cruz, campeã nacional na categoria até 46 quilos e representante de Sergipe na Seleção Brasileira de Boxe, é mais do que uma vencedora. É o exemplo de que a violência pode ser lapidada para o bem, transformada em dignidade e perspectiva de futuro profissional. Basta que as oportunidades sejam criadas. Mirele tinha tudo para engordar as estatísticas do desemprego ou mesmo da Secretaria de Segurança Pública. Tinha tudo para ser mais um ser humano algemado e de olhar voltado para o chão, exposto nas páginas policiais. Filha de um ex-presidiário e uma alcoolista, conviveu com a violência desde cedo, dentro de casa. Pediu esmolas, passou oito anos da sua infância em...

Naquela mesa tá faltando eles

O Treze da Paraíba é hoje o líder do Campeonato do Nordeste com 19 pontos. O Confiança, na nona colocação, tem 10. Parece mentira, mas apesar de distantes na tabela, as duas equipes marcaram o mesmo número de gols: 16. O que distancia o Galo da Borborema do Dragão do Bairro Industrial é o saldo de gols contra. O Treze sofreu 11; o Confiança, 18. O time proletário tem a segunda defesa mais vazada da competição, superando apenas o Sergipe, que já teve a rede balançada 19 vezes e “coincidentemente” está na última posição. Cálculo simples, raciocínio elementar. Por mais que o sistema ofensivo do Confiança faça a sua parte, por mais que o centroavante Cristiano Alagoano permaneça na artilharia do Nordestão, a defesa azulina joga qualquer pretensão da equipe pelo ralo. E se é assim numa competição em que times como Sport e Vitória não estão dando muita importância, também pode ser na Série D do Brasileirão. Mas a matemática da diretoria e do treinador do Confiança é meio diferente. Diante ...

Todo brasileiro tem um quê de argentino

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Brasileiro é engraçado. Quase sempre vota errado, avaliza a bandalheira política, têm seus direitos essenciais violentados e sorri. Faz piada da sua situação de otário e não se incomoda em repetir o erro na eleição seguinte. Brinca com coisa séria, mas quando perde no futebol se enfeza, vira bicho. A bem da verdade, o brasileiro, que tanto repudia a soberba argentina, alimenta em si uma empáfia velada. Definitivamente, não sabe perder, sobretudo na Copa do Mundo. Toda eliminação do Brasil em Copa é a mesma coisa. A caça às bruxas começa antes mesmo de o jogo terminar, já durante as transmissões. Isso porque o brasileiro ainda não aprendeu que o esporte é feito de vitórias e derrotas, e que há sempre um adversário. Se vence, o mérito é seu; se perde, a culpa é sua. Como se estivesse sozinho em campo. Não quero aqui fazer um discurso pró-Dunga. Nada disso. Acredito que o técnico carrancudo se despede da Seleção com alguns erros e muitos acertos. O Dunga poderia ter levado um elenco melho...

Alguém reprise as outras copas!

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Lá vem o inconveniente do Amaral Cavalcante me pedir para escrever sobre Copa do Mundo para o jornal Folha da Praia. Cabrunco de Copinha do Mundo, Amaral! Esquece isso, rapaz! A Copa já não é mais a Copa há muuuuito tempo! A nata do futebol mundial coalhou, Amaral. Os talentos são cada vez mais escassos. Cadê os dribles desconcertantes, os passes magistrais, as defesas elásticas? Cadê Amaral? Não existe mais não, poeta. Até o Brasil, fábrica de craques para os clubes mais poderosos e ricos do planeta, rendeu-se à brutalidade do tático futebol-força. E o pior: sustenta com orgulho o discurso falso moralista da humildade acima de tudo. O futebol brasileiro não pode ser tão humilde, Amaral. Não deve entrar em campo para tocar bola de lado e se fechar na defesa diante de uma Coréia do Norte, 105ª colocada no ranking da Fifa. Ô vergonha, Amaral... Preferia ver o Brasil tomando de 10 e partindo pra cima. E sabe o que é mais doloroso, poeta? É ver no escrete brasileiro o sorriso de satis...

Escrete copo de ouro

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Raimundo Macedo: o Pelé (Foto: Marco Viera/ASN) Se o exame antidoping fosse substituído pelo teste do bafômetro, a coisa ficaria feia para alguns times sergipanos. Aliás, feia não: sinistra! Por aqui há clubes tão empesteados de cachaça que, vez por outra, a depender da direção dos ventos do futebol, o álcool exala pelos corredores da concentração e deixa equipes tão grogues, mas tão grogues, que uma boa campanha pode acabar em vexame numa fração de duas ou três rodadas. A nhaca, dizem, mistura tudo: cerveja, vodka barata, vinho festeiro ou catuaba – que derruba um time em campo, mas pelo menos tem poder afrodisíaco – aguardente, conhaque, milome, licor e otras cocitas mas. Forte que é danada, resiste ao tempo e não tem sabão em pó, perfume, creolina, Q-boa que dê jeito. É o bendito ranço do futebol boêmio, amadorismo condenado fora de Sergipe, onde o esporte rende milhões, mas que do lado de cá, das migalhas, continua venerado, atraindo técnicos e atletas tão bons de copo, mas nem...

Dunga e os zangados

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"Dungaburro'. Este foi um dos tópicos mais comentados do twitter na semana passada, depois que o técnico da Seleção Brasileira anunciou a convocação para a Copa do Mundo 2010. Um fenômeno, o Dunga. Conseguiu injuriar toda a nação mesmo convocando praticamente o mesmo time que venceu a Copa das Confederações, a Copa América, goleou Portugal, carimbou o passaporte para a África do Sul com antecedência, fora de casa e diante da rival Argentina. Não é difícil entender porque o Brasil vitorioso do Dunga desagrada. Este é o preço de quem comanda a Seleção de um país de torcida apaixonada, de imprensa passional, capaz de elogiar e execrar o mesmo time em um curto espaço de tempo, na tentativa desesperada de pautar o treinador. Danem-se os números, o povo - incitado por esta imprensa volúvel - quer ver é o Neymar pedalando, o Ronaldinho Gaúcho fazendo firulas circenses. Pois eu prefiro dar a cara à tapa, seguir na contramão da opinião pública: Dunga está mais do que certo. Se eu foss...

Dez anos depois eles perceberam que...

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E eu, que sou torcedor do Esporte Clube Vitória, achando que jamais repercutiria um post do principal blog da torcida do finado Esporte Clube Bahia por aqui...

Vovolation

Agora o rebolation pode ser considerado um fenômeno.

Chorume da desigualdade

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O chorume da desigualdade escorre pelos morros e encostas; encrua nas paredes incertas de barracos que ainda resistem, a muito custo, ao temporal; encharca os escombros das mansardas que, apesar de tão modestas, serviam – quando erguidas – como lares para milhares de cidadãos. Em ruínas, os casebres soterram toda essa gente que viveu a doar sangue e suor para construir o teto que, ironicamente, desaba sobre suas cabeças. Durante anos e anos, enquanto arriscavam a vida em locais insalubres para edificar o sonho da casa própria, homens e mulheres, hoje gélidos e sorvidos no odor do descaso, jamais despertaram o real interesse dos governantes. Agora, que há muito mais sangue que suor no chorume e incontáveis crianças putrefeitas por ali, somente agora, depois de encoberto por restos de madeirite, Eternit, cimento de quinta, esse povo consegue suscitar a compaixão que jamais suscitou quando em vida. É a prova de que a política brasileira se alimenta mesmo do chorume, seja na grande Rio d...

Raça, nem que seja por uma tubaína

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Retornar a Alagoinhas é reviver a fase mais feliz da minha vida. É rever grandes amigos, relembrar histórias homéricas de traquinagem da infância e, porque não, rememorar os grandes clássicos no chão batido da rua Parque São José, bairro Silva Jardim. Jogos acirrados valendo tubaínas. Poucos eram os verdadeiramente bons de bola. Tínhamos atacantes como Lê e Caatinga, que raramente faziam gol, não faziam o pivô, não atraíam a marcação, não tinham visão de jogo e viviam a mercê da vontade da pelota. Depois de passar por eles, o destino da gorduchinha era sempre incerto. Na defesa, Sivaldo e Anderson formavam a dupla dos antizagueiros. Baixos e magricelas ao extremo, não assustavam os atacantes adversários. Sivaldo, mais raçudo, até ganhava algumas divididas, isso porque era duro feito uma pedra. O problema é que, para ele, fazer uma curva era um enorme sacrifício. Daí que nossa melhor defesa sempre foi o ataque - pelo menos quando Lê e Caatinga não estavam em campo. A velocidade d...

No epicentro da dor, a lição de solidariedade

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Enfermeiro sergipano relata a experiência de quem conviveu com o Haiti devastado pelo terremoto Dênison (centro) e colegas salvam criança da amputação Mais de duzentos mil mortos, trezentos mil feridos, quatro mil amputados, um milhão de desabrigados. Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude 7 na escala Richter devastou o Haiti, país mais pobre das Américas. E por mais que o tempo passe, o cenário de destruição permanece – e permanecerá para sempre – nos escombros da memória de quem viveu o epicentro da dor, da agonia, do desespero. “O que mais doía era ver as crianças amputadas. Bebês de 1, 2 anos, sem os membros inferiores, sem família. Quando não morrem, saem do hospital e são jogados em um orfanato, isso se houver vaga. Numa situação dessa você não tem nem o que pensar”, diz o enfermeiro sergipano Dênison Pereira, professor do curso de Enfermagem da Universidade Tiradentes e único nordestino entre os 16 profissionais de saúde convocados pela Associação Médica Brasi...

Entre radares e ladrões

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A imagem acima é apenas uma boa piada, mas eu tenho uma posição muito clara quanto à colocação de radares no trânsito de Aracaju: recebe multa quem quer, é irresponsável, não se preocupa em ler as placas de sinalização. É fotografado e obrigado a depositar uma boa grana nos cofres públicos quem abusa da imprudência e do desleixo. Quando da instalação dos primeiros radares na capital eu, então editor de Veículos do Jornal Cinform, fui um dos únicos da imprensa sergipana a apoiar a atitude da Prefeitura, contradizendo até a opinião dos meus colegas jornalistas. Em um dos editoriais, fiz duras críticas a quem colocava a politicagem barata acima da cidadania e exibia no veículo adesivos como "Visite Aracaju e ganhe uma multa". Muitas vezes eram pais que faziam questão de dar aos filhos o "belo" exemplo de desrespeito às leis de trânsito. Agora uma coisa também é certa, viu: a Smtt tem exagerado na colocação de radares, sobretudo na região da 13 de Julho e Beira Mar....

“Cyber repórter” em 45 horas ou menos!

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Tem gente prometendo formar trabalhadores de imprensa em 45 horas ou menos! Duvida? Acesse o site do “ Cursos 24 Horas ” e tire suas conclusões. Dentre inúmeras opções de cursos, o bendito oferece o de jornalismo on-line e não só garante que você vai se tornar um “cyber repórter de sucesso”, como irá “perder o medo da tecnologia” e “ganhar dinheiro no ramo” – diga-se de passagem, essa estória de ganhar dinheiro no jornalismo não há universidade no mundo que ensine. O anúncio é pomposo: “velocidade, tempo-real, hipertexto, interatividade, convergência de mídias (...) essas são as principais características do jornalismo na internet que você vai conhecer e dominar (...) vai também saber que é possível compatibilizá-las com a redação de um bom texto, correto, atraente, para conquistar a atenção do leitor”. Ao final da propaganda, um banner anuncia o valor do “investimento” do “cyber aluno”. R$ 40 por 45 horas de aulas, podendo o estudante concluir o curso em mais ou menos tempo, a de...

Roubolation-tion! Roubolation!!!

O ano de 2010 é de eleições e já tem seu hit. Com vocês, o Roubolation!!!

Espetacularização da morte

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Porque sangue dá audiência, violência institucionalizada fabrica potenciais homicidas, e auxílio-funeral é sinônimo de glamour Homem se debruça sobre cadáver para fotografá-lo em Socorro O pop não poupa ninguém. Nem mesmo ela, a única, infalível, irremediável certeza da vida. A morte já não faz jus à caricatura clássica da capa sombria, do semblante sinistramente cadavérico e da foice fulminante. Já não fica mais à espreita. Quando cumpre seu papel, impiedosa, causa furdunço. Popularizou-se. Seguiu a tendência de um mercado que vende de tudo – inclusive sangue. Virou espetáculo. Ao redor de cadáveres e vítimas agonizantes, homens, mulheres, crianças e idosos amontoam-se feito abutres. Sempre a postos, sedentos, multiplicam-se como chaga após um grito horrorizado, precedido de estampidos ou estrondos quaisquer. Diante de corpos presos a ferragens ou estendidos no chão, sacam celulares, registram suspiros dolentes e derradeiros de quem, na luta para sobreviver, acaba virando celebridad...

Carivaldo e o Ciosp

O jogo entre Riachuelo e River Plate, no Estádio Francisco Leite, demorou cerca de dez minutos para ser iniciado, por falta de policiamento. E eu, em casa, imaginando uma conversa do presidente da Federação Sergipana de Futebol, Carivaldo de Souza, com um atendente do 'eficiente' Centro Integrado de Operações em Segurança Pública, o Ciosp: Carivaldo – Alô? Atendente – Ciosp, boa tarde! Carivaldo – Eu gostaria de alguns policiais aqui no Estádio Chico Leite, em Riachuelo... Atendente – Senhor, qual é a distância do estádio até o posto policial mais próximo? Carivaldo – Como vou saber? Atendente – Mas é preciso, senhor, senão como vou deslocar a viatura com a quantidade de combustível adequada? Carivaldo – Olha, eu sei que de Aracaju para Riachuelo são 31 quilômetros.. Atendente – De asfalto ou estrada de chão, senhor? Carivaldo (meio irritado) – ASFALTO! Atendente – Certo senhor... qual é a cor do muro do estádio? Carivaldo (muito irritado) – EU SEI LÁ! EU NÃO SOU JO...

Ramonlation-tion, Ramonlation!

O vice-presidente do Club Sportivo Sergipe, Ramon Barbosa, resolveu aproveitar o embalo do Pré-Caju para ditar o ritmo do Sergipão 2010. É o Ramonlation, versão mais requebrada do Rebolation, sucesso da banda baiana Parangolé que incendiou a Avenida Beira-Mar durante a maior prévia carnavalesca do Brasil. Um suingue envolvente que mal foi ensaiado e já esquentou o clima no João Hora. Até a semana passada, Ramon Barbosa vestia o abadá do ‘Bloco da Mudança’ ao lado de um grupo de conselheiros insatisfeitos com a administração do presidente do Mais Querido, Antônio Carlos Soares da Mota. Mas deu uma reboladinha e resolveu, de uma hora para outra, mudar de opção. Depois de uma boa conversa de pé-de-ouvido com o Motinha, balançou o esqueleto, virou as costas para a turma dos descontentes, passou a corda e aderiu ao ‘Bloco da Inércia’. Tudo no compasso do Ramonlation, é claro. Diferentemente do Rebolation, cantado como ‘nova sensação’ pelo vocalista Léo Santana, do Parangolé, o Ramonlat...

Maria, a avó de Jesus

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Emoção justificada, afinal, quem tem um filho que anda sobre a água não precisa de geriatra nem do Ivo Pitanguy.