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Cordel na Era do "Brasil internético"

Texto: Thiago Barbosa Narração: Nino Karvan Edição: Álvaro Müller

Futebol: balaio de gatos

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A cadeia alimentar do futebol é cruel, todo mundo sabe. É dirigente comendo jogador – no sentido figurado da coisa, é claro –; jogador comendo dirigente, é um balaio de gatos dos diabos, uma bagunça. E tolo é quem acredita que só os cartolas estão no topo dessa cadeia. Nada... os metidos a espertalhões muitas vezes recebem bolas nas costas e ficam a ver navios, como um goleiro que acaba de levar um frango. Taí o Cristiano Alagoano, que não me deixa mentir. O cara meteu no meio das canetas do Motinha e companhia, sem piedade. Na última segunda-feira, o atacante assinou contrato com o Sergipe, diga-se de passagem, na calada da noite; na quarta, a notícia explodiu na imprensa: Cristiano Alagoano é do Sergipe. Mas cadê ele??? A procura foi intensa. Repórteres, dirigentes do alvi-rubro, todos à caça do matador. Uma angústia que só teve fim quando o nosso querido editor do Líder!, Marcos Cabidelli, conseguiu localizar o dito cujo – através do telefone de terceiros – e, também por telefone, r...

Quero ser médico do Detran!

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Álvaro Müller* Excelentíssimos e intocáveis senhores ministros do Supremo Tribunal Federal: eu quero ser médico do Detran. Cansei, sabe, dessa vida corrida e mal paga, dessa lida de mestre-cuca das palavras, a burilar a receita da informação de qualidade para a construção da cidadania. Eu?! Quero mesmo é ficar rico sem trabalhar e sem estudar. E se o jornalismo não precisa de diploma – de acordo com a decisão dos senhores –, porque diabos o médico do Detran precisa? Ano passado renovei a habilitação e fui obrigado a passar por todas as etapas desse engenho de emprego, renda e, sobretudo, dinheiro para os cofres públicos chamado Detran. Dentre os procedimentos, óbvio, fui submetido a bendita consulta médica. Processo rápido, eu e um ‘doutor’ de aparência jurássica e cara de desdém. Coisa de dez, quinze minutos ou menos. Você fuma? Não. Bebe? Finais de semana. Usa drogas? Só cerveja. Tem problema de pressão? Não. Toma remédio controlado? Também não. Tem histórico de cardíacos na família?...

Reality Shows. Porque eu também posso fazer parte da TV!

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* Simone Tuzzo “O esquema que se adota é o da aceleração, um trabalho ritmado e coordenado. Uma produção em série, feita para o consumo das massas, através da padronização, que gera produtos de fácil consumo.” Estamos falando da televisão brasileira... Não exatamente. Ainda que absolutamente aplicáveis à forma de produção da televisão brasileira hoje, os conceitos acima fazem parte dos princípios básicos de Henry Ford e foram adotados para explicar sua forma de produção de automóveis em 1899. Mesmo neste caso, não devemos esquecer que a própria teoria de gestão foi aplicada procurando satisfazer necessidades de consumo, ou criar novas. Ao falar da televisão estamos falando de um espaço muito volátil e dinâmico, ou seja, um espaço de produção de cultura. Num jogo de espelhos e enganos a massa decidiu que também quer fazer parte da produção da TV e a TV resolveu adotar uma nova linguagem que agrada em muito a massa, não pela forma de fazer, mas pela velha forma de consumir pensando que s...

Showneral de Michael Jackson

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Simone Tuzzo* Showneral? Se você ainda não conhece essa palavra não se espante, é mais um fruto da mídia, e em breve você estará familiarizado com esse termo utilizado para identificar o “evento midiático” que se transformou a morte do astro Michael Jackson. Sim, o funeral midiático transformado em show é mais um ingrediente na trama entre o público, a mídia e a celebridade. Não é de hoje que a mídia cria heróis e celebridades, aliás, essa criação se transformou em sua principal atividade diária. A criação dos heróis e das celebridades pela mídia é uma forma de identificação coletiva de personagens vitais para afirmação da coletividade, mais que isso, uma forma de materializar em um personagem o modelo de perfeição e deslumbramento coletivo. Essa criação faz com que fique cada vez mais difícil a identificação entre realidade e ficção apresentada pelos meios de comunicação de massa. Neal Gabler, numa citação do historiador Daniel Boorstin, diz que vivemos num mundo onde a fantasia ...

O radialista e o goleiro que engoliu a bola

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Todo radialista esportivo é um enganador em potencial, capaz de transformar qualquer pelada mequetrefe em uma partida de futebol recheada de lances perigosos e polêmicos, sonho de consumo para o torcedor fanático, ávido por grandes emoções. O jogo está ruim? Deixa com o radialista, que ele resolve. Aguça sua ‘sensibilidade’ e faz de chutes fracos, ‘petardos’. Quase todas as faltas são violentas; quase todas as quedas dentro da área são pênaltis; quase todas as defesas dos goleiros são difíceis; quase todas as bolas passam tirando tinta da trave adversária. Tudo isso enquanto o torcedor, irrequieto na poltrona, borbulha em emoções diversas. Beira o enfarto. O poder de convencimento de um radialista é tamanho, que Dona Anita quase morreu depois de um comentário casual, durante a transmissão de um jogo qualquer. Dona Anita Nunes era a mãe de José Acúrcio, figura conhecida em Alagoinhas como ‘Zé Elegante’ por conta das suas atuações performáticas enquanto goleiro de alguns times da cidade....

Ah, tá...

Jornalistas são os profissionais que mais consomem álcool fonte: www.webmanario.wordpress.com Os jornalistas lideram o ranking dos profissionais mais bebedores na Inglaterra. Na média, eles consomem 19 copos de chope ou quatro garrafas de vinho por semana (sim, há quem beba ambos). O estudo, conduzido pelo governo britânico, aponta que o povo de mídia no país bebe 44 doses alcoólicas semanais, o dobro do que é tolerado pelo ministério da Saúde local. ***** 19 copinhos de chope ou quatro garrafinhas de vinho por semana... sei... sem querer humilhar, mas, por aqui, a gente bate esse recorde em um dia. E eu achando que o Brasil só era o país do futebol...

Cobertura de primeira, futebol de segunda

Nos últimos quatro meses, tive a oportunidade de trabalhar - e aprender - com uma equipe de jornalistas de primeira. A modesta Aperipê TV encampou um projeto grandioso quando assumiu a transmissão do Campeonato Sergipano 2009 de futebol. Comparável, em qualidade técnica, a qualquer grande emissora, pública ou privada, do país. Os profissionais, é claro, não poderiam deixar a desejar. E não deixaram mesmo. Os caras fizeram história no jornalismo televisivo sergipano. Agora, uma coisa é certa: a equipe é show de bola no entorno das quatro linhas. Mas dentro... Bom, é ver para crer.

Cleomar

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Foto: Gilson Sousa ( www.gilsonsousaaracaju.blogspot.com ) Olá Eu sou a boemia a lhe saudar nas noites dissonantes A lua dos errantes As flores dos amantes Hão de ser pra sempre belas Olá Quem sabe até a poesia seja eu A pena dos poetas Um copo de conhaque Ao tom de luz vermelha No cólo de uma dama Que diz que me ama Eternamente, até o nascer do dia Quem sabe eu tenha a madrugada como confidente E a saudade ao meu lado como companhia Meu coração, boêmio, é feito simplesmente De verso, encanto, amor e nostalgia Mas, se me chega um violão Se me lembra uma canção Meu coração, sala vazia Convida a alegria pra dançar E eu me apresento Olá * Música em parceria com Gilton Lobo, em homenagem ao maior boêmio e jornalista de Sergipe. Quem quiser ouvir, é só nos procurar no Bar do Mineiro, Bar do Bel ou qualquer um desses botecos da vida. O Cleomar certamente estará lá também.

SAI DA FRENTE!!!

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Quem dirige a sessenta por hora em toda a extensão de Aracaju? Não sejamos hipócritas! Eu, sinceramente, prefiro frear em cima do radar e ainda atribuo o rótulo de besta ou desocupado a quem segue a risca a velocidade máxima permitida. Aliás, chego até a apostar que tem mais besta do que desocupado ao volante, subindo e descendo pela cidade. Vou fundamentar, é claro. Pra início de conversa, uma estranha mania acomete alguns motoristas aracajuanos: eles adoram andar a passos de tartaruga pela pista da esquerda. Gente... Logo que tirei a minha habilitação, lá pelos idos de 1996, recebi a informação de que o correto é seguir pela direita, já que toda e qualquer ultrapassagem se faz obrigatoriamente pela esquerda. Será que a lei mudou? Duvido muito. Mas também, se não mudou, a essa altura do campeonato pouco importa. Os 'motorantas' de Aracaju – metamorfose não muito rara, resultante do cruzamento entre um motorista e uma anta – mudaram por conta própria mesmo. E o resultado dessa ...

Abra alas, minha gente...

..que o frevo vai passar! Pré-Caju pra mim é Caranguejo Elétrico, Armandinho Macedo. E nada mais. De todos os santos, encantos e axés, sagrado e profano, o filho de Osmar Macedo (um dos inventores do Trio Elétrico) é um dos mais virtuosos guitarristas do mundo e a resistência do verdadeiro carnaval. O som da sua guitarra baiana inebria a alma. No corredor da história, pelas vias, pelas veias, faz uma multidão embebida em alegria balançar o chão da praça. Sem pudor, sem ostentações, sem estereótipos. Por isso chame, chame, chame, chame gente! Armandinho é o carnaval em cada esquina do meu coração, e pra libertar meu coração eu quero muito mais que o som da marcha lenta. Quer conferir o poder da guitarra de Armandinho? Sugiro o vídeo abaixo. Coisa de uns 30 anos atrás. E se você já quer entrar no clima do Caranguejo Elétrico, veja esse vídeo e observe, além da qualidade da música (letra e melodia), como as pessoas se divertem com liberdade, no verdadeiro espírito do carnaval (coisa que ...

E o Chico, João?

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Veja trecho da notícia "O Rio São Francisco visto por João Alves", escrita pelo jornalista Ivan Valença e publicada na Infonet , em 21/10/2008: Diz o dr. João em determinado trecho: “O volume de água a ser retirado do Rio São Francisco será de 126m3/s, cabendo observar que se, de fato, essa água fosse destinada ao consumo humano, como a propaganda enganosa do governo procura passar à opinião pública – alegando o próprio presidente da República que só se vai retirar do rio uma ‘cuia d´água’ para matar a sede de pobres sertanejos carentes –, daria, adotando-se padrões de consumo rural, para atender a uma população de mais de 100 milhões de pessoas. Ocorre que a população rural sem água do semi-árido, a qual o projeto supostamente se destina, não ultrapassa 5 milhões, dos quais serão atendidas pelo projeto, em suas casas, de 500 a 700 mil pessoas”. O dr. João revela que o custo oficial previsto da obra será de R$ 6,5 bilhões, porém, cálculos realizados por técnicos independentes...

Lavem as manchas do mundo

Lembra quando postei uma reportagem sobre os artesãos de Santana do São Francisco ? Lembra que eu disse que fomos para a antiga Carrapicho eu, o jornalista Anderson Ribeiro e o cinegrafista e editor de imagens Genisson Silva, munidos de uma câmera condenada e um microfone comum? Lembra que eu disse que, ainda assim, trouxemos na bagagem um especial de 30 minutos e duas reportagens? Pois bem. Eis a segunda reportagem: Tá bom, tá bom. Eu admito que o microfone apareceu umas duas ou três vezes. Mas não foi você que ficou durante um bom tempo em cima de uma pedra, num sol de rachar, de braço teso e esticado, segurando o fio de um microfone comum. OU VOCÊ PENSOU QUE TUDO ISSO FOI FEITO COM MEGAESTRUTURA DE NOVELA?

O Piano

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Notas e tons, jobinando as canções pra você Solta um bemol, gargalhadas em lá Esse piano, instrumentando a nossa ilusão Teclas e sonho, arremedos nos dedos das mãos A mão entende o que o meu coração quer dizer E quando se estende, procura você E esse piano, extensão dos meus braços, remir Alcança o sol para lhe oferecer O primeiro dó O primeiro amor Paixão sustenida, razão diminuta E a clave arrebenta em mi São tantas oitavas Mas todo piano Termina em si. Música em parceria com Anderson Ribeiro e Gilton Lobo.

Adoção em pauta

Os cinco posts a seguir são uma reportagem especial que publiquei no Jornal Cinform desta semana. Espero que alguém consiga ler até o final.

Mito e preconceito: cárcere da adoção

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Amor de Aderval deu sentido à vida da pequena Camila “Com tanta criança saudável, o senhor vai levar logo essa doentinha?”. Cara a cara com o absurdo, o bioquímico Aderval Nunes pasma por um instante. Engole seco, recompõe-se, segue em frente. Decidido, não seria o preconceito, impregnado nas próprias instituições de proteção a crianças e adolescentes e que, naquele momento, alastrava-se na voz e no inconsciente da funcionária de um abrigo, que o demoveria do sonho de ter a pequena Camila, 6 anos, como sua filha. Com uma deficiência mental moderada, ela encontrou em Aderval e na sua esposa, a contabilista Maria Luíza Santana, uma família e um estímulo para voltar a andar e falar.  Hoje, um ano e oito meses após a adoção, médicos estimam 90% de chances de recuperação. “Procurei pensar no bem-estar da criança e no amor que eu sentiria por ela, e que também é recíproco, sem me preocupar que fosse igual a nós. Camila é negra, mas isso não nos incomoda. Ela uniu a família, é supercar...

Espectro do abandono, infância de incertezas

O administrador de empresas Antônio Matos (nome fictício), 29 anos, viveu a infância como um malabarista amador, a manejar desastradamente suas angústias, dúvidas e mágoas. Quem era o seu pai? Onde estava? Por que não o procurava? Perguntas sem resposta exerciam o peso de malabares de chumbo na cabeça do menino do município de Serrinha, na Bahia.  Filho de uma dona de casa e de um empresário bem-sucedido, aos 19 anos Antônio até sabia o nome de seu progenitor, mas jamais o havia visto. “Sempre tive curiosidade de saber quem ele era. Só me faltava coragem de perguntar, porque eu também não queria constranger a minha mãe, fazê-la relembrar um passado que talvez não quisesse. Mas os meus familiares não aceitavam que eu vivesse naquela situação, com a identidade sem o nome do pai, e passaram a me dizer que eu merecia saber. Minhas tias o procuraram e a gente começou a se aproximar”, rememora Antônio.  A reaproximação entre filho e pai biológico aconteceu mediante exigência de test...

“A saudade é o revés de um parto”

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Professor remói saudade, mas reluta em adotar um filho Jéssica nasceu com problemas congênitos. Frágil, lutou contra a infecção hospitalar, pneumonia, meningite, entre outras enfermidades. Começou a andar aos 5 anos e perdeu a vida aos 7, no colo da mãe, vítima de uma crise asmática, a caminho de um hospital. Hoje, uma década após a sua morte, a perda ainda dói latejada no peito da dona de casa Juliana Santos, 36 anos, e do seu marido, o professor Francisco, 54 (tanto o nome da criança quanto os dos pais são fictícios). Todo dia, a mãe prepara o quarto da sua pequena como se a esperasse voltar – cama, impecavelmente arrumada, fotos dispostas nas prateleiras, bonecas caprichosamente vestidas e penteadas. Juliana e Francisco materializam a saudade que é, de fato, “arrumar o quarto do filho que já morreu”.  Casados há 17 anos, eles mantêm o quarto intacto enquanto lutam para ter um novo bebê. Ligados pelos traços consangüíneos, os primos...

Amor à décima potência

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Kael e Carla: irmãos unidos pela adoção Quem duvida do amor entre pais e filhos adotivos certamente não conhece a secretária executiva Carla Batista Conceição. Aos 15 dias de vida, ela foi adotada por Maria Alice Conceição, uma assistente social que enfrentou o preconceito – muito mais arraigado há 32 anos – e, mãe solteira, criou três crianças e construiu uma família que ainda hoje, 12 anos após a sua morte por infarto, permanece sólida.  “A minha mãe biológica não tinha condições de me criar. Morava no interior da Bahia, era muito jovem, tinha problemas de saúde e não era casada. A minha tia trabalhava no hospital onde eu nasci e chegou em casa dizendo que uma menina ficaria para adoção. Foi aí que minha mãe me adotou”, revela Carla. Depois dela, Maria Alice ainda adotaria Carlos Eduardo, aos 3 meses de vida – hoje com 23 anos –, e o caçula Kael, com apenas um dia de nascido – e agora um adolescente de 13.  “Eu nunca tive problema por ser a...

Destituição do poder familiar: dilema da justiça

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Luiz Schettini, sobre abrigos: “a criança vai ficando indefinidamente ali” O Cadastro Nacional de Adoção é um grande passo da justiça brasileira no sentido de democratizar e desburocratizar os processos de adoção. Faz uma integração das listas de crianças que podem ser adotadas e dos candidatos a pais registrados nas varas da infância e da juventude de todo o país. Possibilita, por exemplo, que um casal do Rio Grande do Sul encontre no Maranhão uma criança com o perfil desejado. Mesmo com tantos avanços, o principal dilema da justiça permanece: a maioria dos pequenos abrigados ainda mantém vínculos jurídicos com familiares de origem, que muitas vezes sequer comparecem às audiências.  Como definir, então, o momento exato de destituir um pai ou mãe biológicos do pátrio poder ou poder de família? Como desgarrar essas crianças e dar a elas uma chance de viver fora dos abrigos? “Muitas dessas crianças não estão disponíveis para adoção porque o juiz n...