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SUUUUUUCEEEEEEESSOOOOOOOOO

Que voz, que interpretação, que poesia... é ou não é o grande fenômeno da música brasileira nos últimos dez, vinte anos?

Catarina

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Eis que o poeta amador endoideceu Rabiscou no cobertor, ao léu, seu nome Eis que o profeta não previu, ouviu falar Desacreditou que tal amor endoidecia Catarina, bailarina, roda, roda, gira Faz galhofas do poeta, do profeta, Baila, rima, pára o tempo da canção Ensaia um novo passo E dança no compasso Sapatilha no palco da ilusão. Letra: Álvaro Müller e Djenal Gonçalves Música: Álvaro Müller

Por quem os sinos dobram?

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Em outubro, recebi no mínimo três mensagens idênticas e sob o mesmo título: “O e-mail do ano”. Imagens fortes, precedidas de citações como a que segue abaixo: “Se você acha que o seu salário é baixo, que tal ela?” Ao ver este tal “e-mail do ano” tantas vezes passado e repassado por gente, carne, osso e sentimentos como eu, a humanidade que ainda me pesa arde em repulsa, incinera-se em vergonha. Hipócritas! A criança que nos estende a mão neste “e-mail do ano” não é a mesma que nos abre a pequenina palma nas esquinas, nos semáforos das nossas vidas? Não é aquela mesma, olhos lânguidos e semblante roto, que balbucia nas janelas do nossos carros? Claro que é. Mas, para além do “e-mail do ano”, para aquém do monitor da vida real, todos passam despercebidos: a criança, os enfermos prostrados nas filas dos hospitais públicos, os sem-teto que se alastram nas calçadas, todos estes que fingimos desconectados do nosso mundo, mas que são essência da nossa essência. E agora eles finalmente vêm a p...

A Ires dos meus olhos

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A Ires dos meus olhos não se escreve com um segundo i. Não é uma íris qualquer. É a minha Ires e por ela aprendi a enxergar o mundo. Todas as íris são coloridas, eu sei. Mas a minha é mais. Isso porque é a minha Ires, e por ela avisto, nos gestos humanos, as mais belas cores. Tem cheiro de aconchego, sabor de saudade. É alívio, chuva em solo rachado, água do São Francisco a entornar canções de lavadeira. Nina minha solidão. É ponto de partida, sombra de cajueiro, cantinho único do mundo meu, e só meu. Mãe, quando crescer posso ser o que eu quiser? Pode sim, filho. Até mesmo um mecânico? Você pode ser o que quiser, meu filho, contanto que seja honesto. Minha Ires é assim, a mais linda das íris. E me guia por onde quer que eu vá. E está comigo sempre, sempre, até mesmo quando não sei aonde ir.

A alma do futebol

Reportagem: Álvaro Müller e Débora Andrade. Imagens: Admilson Souza Produção: Andreza Mota e Débora Andrade Edição de Imagens: Álvaro Müller.

Cidade de barro, jornalismo concreto

Sabe aquela altivez de quem faz uma boa comida a partir das sobras? De quem vence o prêmio da Fórmula 1 na munheca, sem estar a bordo de uma McLaren ou uma Ferrari? Pois então, acrescente a esse orgulho sem tamanho uma sensação de liberdade criativa e você já sabe o que é fazer TV pública. Nada de ‘chefs’ se vangloriando pelo banquete com tempero pronto. Nada de Playmobil formatado para os mesmos movimentos. Nada de raciocínio padrão. Na corrida da TV pública não há amarras, amigo. O piloto ainda vale bem mais do que a máquina. E por falar em piloto, lá fomos eu, o jornalista Anderson Ribeiro e o editor de imagens Genisson Silva para Santana do São Francisco, a antiga ‘Carrapicho’, capital brasileira do artesanato. Uma cidade que vive do barro e cheia de histórias para contar. Partimos com a cara, a coragem, com a grana do próprio bolso – as diárias só foram liberadas após a viagem – e com uma tal de ‘PD’, a pior câmera da redação, condenada por nossos cinegrafistas. Coisa de quem acre...

Em suma...

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"O passado tenebroso de torturas, mutilações e assassinatos cometidos em nome da fé, o apoio a nazistas e ditadores vários e a cumplicidade com a propagação da AIDS em regiões carentes desqualificam o discurso 'pró-vida' das igrejas". Trecho de Aborto e Estado laico , artigo do historiador e escritor Guilherme Scalzilli na Revista Caros Amigos, edição de outubro/2008.

Fui citado injustamente!

Sou leitor assíduo da coluna do professor André Ramos no site Notícias de Sergipe. André é um desses caras que, apesar de não serem jornalistas de formação, vivem, pensam e agem jornalisticamente. Exatamente por isso, há cerca de um ano encontra tempo pra escrever sobre assuntos diversos - e voluntariamente -, ainda que às voltas com as obrigações de quem coordena o mestrado em Engenharia de Processos da universidade em que tanto ele quanto eu trabalhamos. Pois bem. Esta semana tive acesso à 50ª coluna do André Ramos. O texto, espécie de mapeamento genético do jornalismo que corre nas veias deste professor-repórter, retrata a influência do seu pai, um advogado carioca aficcionado pelo Vasco da Gama e que chegou a viajar para a Escócia como representante da imprensa brasileira em um Mundial Sub-20. Tudo sem receber um tostão. Em meio a uma história tão bacana e a uma habilidade textual capaz de nos reportar às transmissões de futebol "ao vivo" para Sergipe, nas quais o André f...

Jornalista singular, jornalismo no plural

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Esse cara aí da foto é Leandro Lopes, um jornalista grande e um grande jornalista, não necessariamente nessa ordem. Saiu da faculdade há cerca de dois anos, pouco mais ou pouco menos, e após breve passagem pela imprensa sergipana se mandou pra Belo Horizonte. Hoje é repórter cultural da Rede Minas. Lembro bem da primeira manchete do Léo. Reportagem recheada, sobre a situação da segurança pública em Sergipe. Lembro também, e como não iria lembrar, do título que trazia “Deus salve os sergipanos” ou algo parecido. Uma dessas mudanças de edição que deixam qualquer repórter puto. O Leandro também ficou puto, é claro. E como ficou! Ah, sim. Por que eu estou falando desse cara aqui no boteco? Bem, falar de Leandro Lopes é reverenciar o jornalismo em sua essência, e disso eu não me canso. É externar o orgulho de quem assiste, mesmo à distância, a erupção do espírito do repórter na cabeça e na alma de um garoto, onde há pouco fervilhavam as inseguranças de um foca. Sensibilidade, inteligência, ...

Pétala de poesia

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A grande beleza das flores está na simplicidade e generosidade com que permitem cultivar as sementes. Singela forma de retocar as cores do mundo.

Yes, nós temos Michael Phelps

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A saga dos campeões paraolímpicos em um país em crise de identidade e de imprensa míope A repetição exagerada da imagem do Michael Phelps em fusão com a bandeira dos Estados Unidos, antes, durante e depois das Olimpíadas de Pequim, na China, denuncia a vassalagem da imprensa brasileira frente aos ditames estadunidenses. Uma subalternidade muito mais a serviço da reverberação do american way of life (estilo de vida americano) do que mera forma de reconhecer o talento do maior atleta olímpico de todos os tempos. Recursiva na mídia da Guerra Fria, a expressão american way of life massificou a ‘qualidade de vida’ capitalista dos Estados Unidos enquanto alternativa ao socialismo defendido pela extinta União Soviética. Cravejou de tal forma os mandamentos do capital, por meio da deturpação do conceito de liberdade, que ainda hoje a mensagem ecoa entre povos de países em desenvolvimento, a exemplo do Brasil, de forma subliminar, aparentemente inofensiva e paradoxalmente catastrófica em seus e...

A última canção

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Álvaro Müller / Gilton Lobo O show já terminou Antes de a cortina se fechar A última canção, ninguém tocou Só resta um refletor Só resta o seu olhar A vida quase sempre pede bis O cantor insiste em sonhar E a platéia aplaude, encantada A estréia do final dessa canção O maestro escolhe A estrofe mais cantada E o amor, enfim, refrão. *(Música inscrita no último Prêmio Banese)

Propaganda proficioanal

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Isso não é jogar a última pá de cal na língua portuguesa. É bater laje sobre o Aurélio.

Atualizando a sua programação

Você aproveita as madrugadas sem sono para assistir o Fala que Eu te Escuto? Ah, isso é porque ainda não conhece o.....

Avaliação criteriosa das Olimpíadas

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Por Canelinha de Cotonete (ao vivo, direto de Beijing, na África) Minha avaliação olímipica é a seguinte: 1) Com vara ou sem vara, a menina do Brasil não ia ganhar pôa nenhuma, mas, como sou legal, farei um empréstimo a ela para as próximas competições... 2) Lôas aos países africanos, em especial à JAMAICA, que tem como seu maior expoente, o africano Bob Marley, provando que maconha não deixa o cara lerdo, nem é detectada pelo exame anti-dopping. 3) Lôas a Galvão Bueno, que ganhou medalha de ouro em nadismo. Modalidade na qual o cara não fala nada com nada e ainda fica rouco. 4) Lôas a Pelé e Janete pela promoção da Olimpíada do Rio, cujo tema será: "Olimpíada no Rio...eu rio". Pelé promete desbancar os estádios da China e, no lugar do Cubo d'água, teremos no Brasil a 'Caixa d'água', no lugar do 'Ninho do Pássaro', será construída a "Entoca do corujão", homenagenado o velho Coruja, bandido boa praça do Morro da Rocinha. 5) Lôas a Maurren Cal...

Acredite se quiser... (Parte 3)

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E ainda não realiza o exame de próstata a laser???

Acredite se quiser... (Parte 2)

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Dizem que esse cara tentou tirar o time do Bahia do buraco, mas falhou na missão.

Acredite se quiser... (Parte 1)

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Peraí... Deus esfaqueou o cara ou o quê?

Canal de saída. Entrada NEVER!

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Exame de toque: a um passo de se tornar pré-histórico A capacidade criativa do brasileiro se agiganta na adversidade e taí a efervescência cultural dos anos de chumbo que não me deixa mentir. É só se sentir ameaçado, acuado, que o brasileiro dá logo jeitinho de bolar uma escapatória, e por mais dificultoso que seja o nó, desata e ainda segue fazendo graça da desgraça que lhe acometeu. Mas o curioso é que, nessa brincadeira, estamos a um passo de emplacar duas, entre as três maiores invenções da humanidade. Do sofrimento nasceu no Brasil, por volta de 1500, a grande criação da raça humana em toda a sua existência: o vatapá. Acorrentados nas senzalas e cansados de comer as espinhas e cabeças de peixe, os escravos aqui trazidos deram um jeito de acrescentar farinha de mandioca às sobras insossas dos banquetes da Casa Grande e prepararam um verdadeiro e delicioso argamassa, capaz de dar sustância para a labuta na lavoura. A segunda maior invenção da humanidade não é nossa, sou obrigado a ...

Causos de Alagoinhas

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Zé Canudinho e seu radinho de pilha * Roberto Müller Zé Canudinho ouve do compadre as recomendações. Com as severas regras da Confederação Brasileira de Futebol, ficou proibida a venda de qualquer bebida que contenha álcool nos estádios. – E agora compadre? Que é que a gente faz? Assistir a um joguinho de futebol sem tomar uma não dá! Se levar escondido e a polícia pegar, nós tamo em cana. Temos que dar um jeito. – Você fica do lado de fora eu jogo um cordão, amarra e durante o jogo eu vou tomando as minhas. – Não dá certo, você bebe, assiste ao jogo e eu fico do lado de fora. Já sei! Você tem rádio portátil? – Tenho. – Vamos encher os radinhos de cana e tomar todas, ninguém vai descobrir. A gente tira o miolo do rádio, reveste com material daquelas caixinhas de leite do supermercado, do buraco donde sai a antena a gente chupa e a policia não vai ver. E foi o que fizeram. Beberam todas. Depois do jogo um curioso pergunta: – Vocês agora deram para chupar até rádio? E Zé Canudinho respon...