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Esgoto invade maior hospital de Brasília

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Um vazamento na rede de esgoto provocou uma inundação no primeiro andar do Hospital de Base, o maior do Distrito Federal. Um cano estorou (sic) e os funcionários tiveram que limpar o esgoto que invadiu o hospital. O mesmo problema, dizem os funcinários (sic) , ocorreu na semana passada no térreo do Hospital de Base. As obras para troca da tubulação e das lâmpadas já começou (???) no Hospital de Base, mas não há previsão de quando serão concluídas. Além da infra-estrutura comprometida, falta material cirúrgico, inclusive para operações de alto risco. ( globo.com ) ....... Pelos "SICs" e pelas "obras já começou" não sei quem tá mais na m...., a saúde ou o jornalismo em Brasília...

Pitada de poesia

Eu pressuponho que escrevo por sobrevivência. O texto me exaure até a asfixia plena. É sempre um óbito necessário. (Ézio Deda - poeta sergipano)

Prazer, eu sou o Calheiros

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Renan Calheiros foi absolvido. E daí? A cassação não é um ato punitivo. É um prêmio. O ladrão de galinha mofa no xilindró. O de gravata simplesmente é cassado, tira umas férias remuneradas – com os nossos impostos, diga-se de passagem – e, graças aos votos de cabresto e à anêmica memória da Nação, retorna ao poder com olhar compadecido, discurso democrático afiado, entre abraços calorosos de bajuladores e comparsas. Um regresso triunfal, hollywoodiano. Roberto Jefferson foi cassado e virou celebridade. Lançou livro. Em seu blog, define-se “ex-deputado, 54 anos, advogado, aprendiz de cantor”. É, de fato, um artista nato. ACM, este bem mais astuto, violou o painel do Senado e logo deu um jeitinho de escapar aos oito anos de cassação (pena cruel por demais para quem viveu sob a égide do autoritarismo e, como um carrapato, cevou a sugar o sangue, derramado, por que não dizer, pela ditadura militar). Sim, ACM renunciou e, dois anos depois era um senador reeleito. Somente no mês passado, por...

Quem matou Taís?

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Preparava-me pra redigir um artigo sobre o episódio Renan Calheiros, quando chegou ao meu e-mail o artigo abaixo, do Luciano Pires , autor de Brasileiros Pocotó . "Um cartunista interessado na provocAÇÃO, inspirAÇÃO, inovAÇÃO e na transformAÇÃO das pessoas" (assim ele se define). Bom, lancei mão do artigo (com a devida autorização do autor, é claro) e publico na íntegra, aproveitando para divulgar o Café Brasil , site do Luciano. Um espaço muito bacana, com críticas atualizadas, fóruns, vídeos, enquetes, entrevistas, indicações de livros, filmes etc. etc. etc. Vale a pena conferir (o site e o artigo!!) Quem matou Taís? LUCIANO PIRES Lá para os idos de 1990, Renan Calheiros era um fiel escudeiro de Fernando Collor. Lembro que ele chamava atenção pelo cabelo sempre despenteado. Era uma figura estranha, vivendo na sombra do poder. Foi eleito senador pelo estado de Alagoas em 1994 e reeleito em 2002. Quando do impeachment, fazia parte da “tropa de choque” que defendia Collor. Col...

Brasil, país da sindicância (e da "cinicância"!)

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Atenção "representante do povo"! Descobriram aquele ‘desviozinho’ de milhões do erário público que, sabe-se lá como, foram utilizados para financiar a sua campanha eleitoral??? Vidas ceifadas por falta de estrutura nos hospitais públicos que o senhor administra acabaram inconvenientemente ilustrando as primeiras páginas dos jornais??? Algum engraçadinho resolveu dizer a um repórter FDP que os detentos do presídio que o senhor administra recebem até pizza na cadeia??? Um desastrezinho aéreo mata mais de duas centenas de pessoas depois de o senhor investir pesado na ornamentação do aeroporto e ‘se esquecer’ de gastar bem menos pra reformar aquela pista de pouso onde outros aviões já haviam derrapado e vidas já tinham sido postas à prova??? Os descalabros da sua tragicômica gestão pública vieram à tona e a imprensa causou aquele furdunço que pode lhe arrancar votos nas próximas eleições??? SEUS PROBLEMAS ACABARAM! CHEGOU A SUPER-ULTRA-HIPER-MEGA SINDICÂNCIA! Somente com a sindic...

Adolfo é um mentiroso!

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VIVA LA BRASA! Adolfo Sá é um mentiroso. E eu posso provar! Alguém cogitaria dar credibilidade a uma frase como “Álvaro Müller é meu amigo e por acaso um dos melhores jornalistas da nova geração” ? Eu, particularmente, não. Acima de tudo, pela exacerbada referência ao meu “talento” jornalístico (ai meu São Pauteiro, existirá no mundo um bom jornalista homônimo a mim???). E depois, por que qualquer afirmação precedida do conjunto de palavras “é meu amigo” está passível de suspeição. Afinal, você já viu amigo falar mal de amigo??? Tudo bem que em seu blog Viva La Brasa o cara (que trabalha comigo na Aperipê TV, manda ver na edição de imagens e nos quadrinhos) até solta algumas verdadezinhas, do tipo “O boteco do Müller passou uns meses fechado mas reabriu semana passada, e está funcionando 24 hs. Em seu mais recente post, ele segue zoando o jornalismo-malhação que impregna a TV atual”... Verdade, Adolfo, verdade... Pô! E por falar no Viva La Brasa , quem acessa o blog do Sá tem acesso ...

Filhos da pauta!

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"Três, dois, um. Início do off". Respiração ponderada e microfone em riste, o repórter televisivo anuncia, de forma pomposa, a sua morte. Em meio a tanto esplendor, a tanto espetáculo, não percebe que é um suicida. E que na televisão é assim. Retocam-se as maquiagens, borram-se os textos, enodoam-se as idéias, destemperam-se o faro investigativo e a criticidade do engomado jornalista. A inquietude se foi. O olhar fulgurante, sedento, incisivo sobre a pauta praticamente inexiste. Abriu alas para uma apatia descomunal, para a incapacidade de questionamento; perdeu para o discurso medíocre da instantaneidade, do imediatismo; vergou-se frente a correria bestial para 'cobrir tudo' que, geralmente, acaba por não cobrir bulhufas. O repórter televisivo deixou de ser a víbora e encarnou lagartixa. Perante o entrevistado, balança insistente e positivamente a cabeça, sorri de forma cínica, como se estivesse a processar as informações que recebe, mas nada disseca. As absorve apen...

A síndrome do chifrudo imaginário

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“O que faz o homem se sentir corno sem ser?”, disparou a aluna, atendendo ao meu clamor por uma pauta para o Boteco. Estupefato, eu, que jamais passei por essa situação de me sentir corneado – e fique aqui você, leitor, atormentado pela incerteza se falo ou não a verdade, até porque um homem com H jamais admite sequer a iminência de um par de chifres pesando-lhe a cabeça – resolvi atender ao pedido dela, mesmo por preocupação... E os homens se sentem cornos sem ser? Eu, particularmente, não. Até porque, como diz a lei do mundo da cornália, só é corno que sabe que é. Portanto, como nunca soube, fico de fora das estatísticas dos cornudos, pelo menos por enquanto. Mas, se apesar de ainda não acompanhar esta revolução no psíquico masculino, acredito no protesto das mulheres – acaba de me chegar uma outra estudante aqui dizendo “Eita! Essa pauta é boa mermo! Esses fio da peste sempre acham que tomaram gaia!” –, acabo por começar a escrever, imaginativamente, é claro, quais motivos levam um ...

A Era do ApoCalypso

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Já não agüento mais. Depois de tentarem me obrigar a botar a mão no joelho e dar uma abaixadinha, agora querem que eu saia me esfregando em praça pública, feito um animal irracional - puro instinto -, ao som de um pequeno punhado de notas repetidas num teclado qualquer. É. Definitivamente, não sou arrocheiro... Se é que é assim que se nomeiam as pessoas que gostam deste barulho, deste... desta balbúrdia musical. Enfim, deste troço inaudível que toca nas FMs, nos botecos, nas feiras, nos carros dos playbboys - atitude perdoável, visto que estes acéfalos nada conseguem fazer além de serem condicionados a reproduzir o que a mídia lhes impõe. Literalmente, não dá mais para viver na terra do arrocha, da música brega, daquelas batidas repetidamente insuportáveis do funk carioca - batidas estas que, se deflagradas na década de 60, serviriam muito bem às Forças Armadas como instrumento de tortura contra os descontentes com a ditadura militar. Quero ir embora. Quero ir a um lugar onde não tenha...

Henfil por todos os buracos, mas quem disse que adianta?

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Colaboração de Anderson Ribeiro Um dia a humanidade se salva, quero crer. Como se salvaram a obra e o apelo político dos cartuns de Henfil e a preservação de sua memória através dos tempos idos. Aí você deve estar se perguntando: por que tanta exaltação? Ora, explico: para alguns colegas jornalistas, o irmão do Betinho está tão vivo quanto a eterna esperança de dias melhores e justiça social do povo brasileiro, percebidos também nos traços do Henfil. A nobre repórter de TV sergipana levou a máxima ‘está vivo’ tão a sério, que esperou para uma exclusiva com o cartunista sobre sua exposição na Biblioteca Pública Epiphânio Dória, em Aracaju. Ué, Como assim? Não entendi! Calma, o Circuito Henfil aportou pela terra dos cajus e a ínclita colega foi fazer a cobertura do evento. O problema é que o artista a deixou de molho. Uma falta de respeito mesmo do Henfil não conceder uma entrevistazinha a TV. Êpa! Ninguém sabe ainda quem é, quase digo. Apesar dos protestos da espírita-jornalista ele não...

Cantoria Chuverial Descomedida, a maldição do milênio

“ O l ha l á á q u e m v e e e m do lado o p o o o s t o e v e m sem g o o s t o de vive e er O lh a l á á q u e os br a a a a a vos são escr a a a avos sãos e sa aa aa lvo s de s o fr er O lha l á á quem a a cha que p er der é s e r m en o r na vida a a Olha l á á quem s e m pre quer vit ó ó ó ria e perde a gló ó r ia de chor a a a a a aa ar ” Este é o meu primo Eduardinho, cantando no banheiro do seu apartamento, em Salvador. Ele é um dos tantos e tantos cidadãos brasileiros acometidos pela Cantoria Chuveiral Descomedida – CCD –, um mau que assola o país. Bem mais que o câncer ou a aids. Bem mais que a desnutrição ou a seca. Talvez até, bem mais que a corrupção e os cambalachos dos nossos políticos, ora travestidos de salvadores da humanidade e pedindo, encarecidamente, o meu, o seu, o nosso voto, quando não, se antecipando em pagar pela preferência dos eleitores compráveis. Talvez até, bem mais que o tráfico de drogas e os mandos e desmandos do crime organizado. Enfim, uma d...

O PM, o trabalhador e a mãe do bandeirinha

Se a máxima “Deus ajuda a quem cedo madruga” fosse de fato veraz, meu amigo Etevaldo Dória já teria ganhado na mega-sena, ainda que sem comprar o bilhete. Acostumado a ficar de pé, todo santo dia, em sincronia com primeiro sussurro do galo da madrugada, “Théo”, como gosta de ser chamado – e ai daquele que escrever seu nome sem o “h” –, sai pra trabalhar quando cerca de 90% das almas brasileiras ainda estão vagando despregadas das carapaças de carne e osso. Mas, como bem antes de decretar a ajuda aos “despertadores humanos” Deus encasquetou com a idéia de que, pelo menos no Brasil, o trabalhador tem de ser pisoteado, torturado, humilhado publicamente, desdenhado, enxovalhado, açoitado, massacrado e etc., num é que Etevaldo e todo o seu labor quase foram parar no xilindró um dia desses? Simplesmente porque um dito sargento da Polícia Militar invocou que o meu amigo – logo ele, que tanto sua pra pagar seus impostos – estava a perturbar a ordem pública e deixar as famílias sergipanas em si...

O amor entre o aracajuano e a porta do buzu

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O calvário para todo brasileiro pé-rapado que precisa do transporte coletivo para tocar a vida é praticamente o mesmo em qualquer ponto do país: preço abusivo da tarifa, ônibus superlotados, iminência de assalto e até mesmo os ataques de ovo goro que a molecada arma contra o buzu, sem dó nem piedade (eu mesmo perdi as contas de quantas “bolas brancas” arremessei contra as tantas janelas da minha infância em Alagoinhas, junto ao meu amigo Caatinga, parceiro de planos maquiavélicos e infalíveis). Mas em Aracaju o calvário de um pé-rapado para se locomover tem lá suas peculiaridades. A mais rotineira delas é estranhíssima: o aracajuano adora a porta do meio do ônibus. É uma paixão avassaladora! Uma fixação doentia! Uma adoração sacra! Quem trafega de ônibus pela capital sergipana e ainda não foi acometido por esta atração fatal não deve, portanto, espantar-se ao perceber que, enquanto as pessoas se amontoam em frente à porta do meio do buzu, o fundo do carro permanece vazio. Afinal de con...

Gordinho enlatado? NEM MORTO!

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Está cada dia mais difícil ser gordo nesta ----- de mundo estereotipado. Como se já não bastassem as espremedoras roletas de ônibus e terminais, as poltronas apertadas, os preços abusivos dos produtos dietéticos – artifícios para os fofinhos inconformados que precisam sair da crise existencial –, agora somos obrigados a andar pelas ruas com roupas apertadinhas, parecendo sardinhas na lata. Assim, não tem obeso que agüente, caramba! Nós, os gordinhos, somos heróis natos. Mesmo antes de darmos os primeiros passos ou falarmos as primeiras palavras, já aprendemos a enfrentar as agruras proporcionadas pelos quilinhos a mais.. entre elas, as piadinhas e os apelidos que, acreditem, nos perseguem por toda a vida. De “bochechudinhos” nos primeiros cinco, seis anos de existência, passamos a ser tachados como rolhas de poço; baleias; elefantes; hipopótamos, free willys; cocôs de dinossauro; bujões de gás; modelos da Butano... e, ainda assim, conseguimos – entre lágrimas escondidas e sorrisos amar...

Eu não mordo travesseiro!

Os mordedores de travesseiro que me perdoem, mas não sou homossexual. E não digo isso em tom pejorativo ou, muito menos, preconceituoso. Respeito os homens que têm desejos sexuais por outros homens e até admiro os assumidos, aqueles que, no quesito “coragem pra encarar a nossa sociedade hipócrita”, são infinitamente mais machos do que eu ou qualquer outro hetero que se preze. Talvez até disponham de um culhão a mais no saco, quem sabe? Não serei o cientista a fazer essa constatação. Mas, apesar de não possuir trejeitos femininos – pelo menos, acredito que não – e de jamais ter me deparado com o desejo de sentir um barbudo fungando ao meu cangote e arranhando-me o pescoço com a barba mal feita, fui rotulado como sendo “do babado”, por um jornalista sergipano, amigo de uma outra colega de profissão. Detalhe: ele é homossexual e baseia o seu argumento no fato de eu andar com amigos homossexuais. Assim como ele. Pensamento retrógrado o desse pobre rapaz... Numa época em que as mulheres já ...